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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
Queda das taxas de juro - Depósitos a prazo e alternativas

Os últimos meses não têm sido bons para quem ter querido fazer depósitos a prazo, com as taxas oferecidas pelos bancos em queda contínua. Isto deve-se em parte às limitações impostas pelo Banco de Portugal, e à queda das taxas de juro de referência europeias, as Euribor. Como o Banco de Portugal penaliza os rácios dos bancos que ofereçam taxas 2,25-3% acima da euribor, se estas descem, naturalmente que as remunerações dos depósitos acompanham a queda. Basta dar uma olhada a estes gráficos para ver que estamos em mínimos de bastantes anos.

Para adicionar lenha à fogueira, o novo Orçamento estado implementou um aumento da taxa liberatória para 26,5% já este mês. Em Janeiro de 2013 vai agravar-se para 28%. Isto quer dizer que não só as taxas brutas estão a diminuir, como ainda levamos mais uma machada que diminui as taxas líquidas ainda mais. Dá quase vontade de pôr o dinheiro debaixo de colchão.....

 

Posto isto, que fazer para que não percamos dinheiro para a inflação, conseguindo até uma valorizaçãozinha real?

 

A seguir sugiro algumas possíveis aplicações, desde os depósitos a prazo que ainda resistem à descida de taxas, até outras classes de produtos com um risco quase equivalente.

Queda das taxas de juro

 

Depósitos a prazo

 

Aquando do anúncio do banco de Portugal, dei relevância a dois bancos que estavam menos preocupados com os rácios e que conseuquentemente ofereciam taxas melhores: o banco Invest e o PrivatBank.

Infelizmente, o banco Invest já baixou as suas taxas, embora ainda ofereça uns razoáveis 4,5% a 1 ano para novos clientes. O único que ainda se mantêm irredutível é o PrivatBank, cujas taxas são de longe as mais atrativas no mercado.

Não, não se trata de manter longe o Banco de Portugal com poção mágica. As contas da sucursal estão fortemente interligadas com os negócios da casa-mãe da Letónia, logo os rácios de capital do banco só devem ser considerados na Letónia, onde não estão em vigor penalizações como as de cá. Para além disso, tanto quanto sei é um banco que investe mais em outros tipos de activos como matérias-primas e não tanto em títulos de dívida dos países cá do sul.

Por estas e outras razões podemos ainda contar com taxas que vão dos 5,2% a 3 meses até 6% a 5 anos. Há ainda uma conta-poupança com total flexibilidade de reforços e levantamentos que dá 3,2%, superando um produto semelhante, o Invest MoneyBox, que dá agora apenas 3%, após duas descidas quase seguidas dos anteriores 4%.

Por alguns comentários aqui no blog e de alguns fórums, tenho reparado que algumas pessoas têm tido problemas em entrar em contacto com o banco. A agência de Lisboa mudou de instalações, e parece que têm havido alguns problemas de adaptação. Para quem não é cliente e quer contactar o banco pela 1ª vez, se não o consegue pelo número indicado no site ou pela opção de chat online, uma ideia é contactar directamente a agência do Porto para pedir informações. Todos os relatos que me chegam relativos a esta agência são bastante positivos, tanto a nível de eficiência como disponibilidade.

 

Podem ver uma lista da restante oferta aqui. Para além de ofertas promocionais do Big e do Best, não encontro praticamente nada que salte à vista. A tendência não deve ser para inverter nos próximos tempos, muito pelo contrário. Não se sabe por quanto tempo o próprio PrivatBank vai conseguir manter as taxas atuais, logo para quem tiver condições para isso, o melhor é tentar aumentar o prazo de aplicação das suas poupanças enquanto é tempo.

 

Taxas privatbank

 

Então se pelos depósitos a prazo as coisas estão fraquinhas, que alternativas há?


Alternativas ainda há algumas, com vários níveis de risco e modos de funcionamento diferentes. Obrigações, fundos, ETFs. Um bocadinho de pesquisa revela muitas coisas, algumas mais complexas que outras.

Por agora vou-me focar em duas alternativas de baixo risco, que funcionam de modo passivo, ou seja, de forma semelhante aos depósitos a prazo: põe-se lá o dinheiro e não é preciso fazer mais nada até ao final do prazo, que o dinheiro rentabiliza automaticamente sem precisar de intervenção nossa.

 

Eurovida Renda 4+4

 

É o um seguro ligado a fundos de investimento. Podem consultar a minha análise das versões anteriores para saber o tipo de produto que é. Nesta nova versão, a rentabilidade é de 5,25 brutos por um prazo mínimo de 4 anos.

A novidade principal é que ao fim desse tempo pode-se continuar por mais 4 anos, com novas condições (leia-se taxas) a determinar uns meses antes de os primeiros 4 anos acabarem.

Não há qualquer obrigação em ficar esse tempo adicional. Se as novas condições não forem interessantes, uma pessoa poderá comunicar à Eurovida que não quer continuar e recebe o capital de volta, bem como os juros devidos.

Aqui fica o prospeto informativo para consulta. As subscrições foram prolongadas em princío até ao final do ano.

Embora as taxas seja inferiores à versão anterior (como seria de esperar, dada a descida das taxas), continuo a considerar esta uma boa aplicação, desde que seja feita com dinheiro no qual não se tencione mexer nos próximos quatro anos.

A subscrição pode ser feita no banco Popular ou no banco Best.

 

BES Vida Aforro 2012

 

Este produto é um seguro de capitalização comercializado pela seguradora BES Vida, que como o nome indica está ligada ao grupo BES.

É um produto vocacionado para o longo prazo, sendo um seguro com duração de 8 anos e 1 dia. Faz-se uma única entrega de dinheiro no início, e o capital e os juros são devolvidos no final do prazo. A rentabilidade anual é a seguinte:

1ª anuidade: 5,00% TANB
2ª anuidade: 5,00% TANB
3ª anuidade: 5,00% TANB
4ª anuidade: 5,50% TANB
5ª anuidade: 5,50% TANB 
6ª anuidade: 6,00% TANB
7ª anuidade: 6,00% TANB
8ª anuidade: 6,00% TANB

A vantagem deste prazo é que os impostos sobre os rendimentos são menores para o longo prazo. A partir de 5 anos e 1 dia a taxa liberatória é apenas 20% inferior à normal, e a partir de 8 anos é 60% inferior à normal. Os juros anuais são capitalizados internamente, ficando a render para os anos seguintes. Logo recebe-se tudo no final, e taxa aplicada é mais reduzida. É claro que isto está sujeito a decisões políticas. Até daqui 8 anos muita coisa pode acontecer, incluindo o Estado lembrar-se de acabar com esta bonificação da taxa liberatória. Mas isso são fatores fora do nosso controlo, pelo que tudo o que podemos fazer é rezar para que isso não aconteça.

Neste fórum fizeram as contas e para a taxa liberatória de 25%, a rentabilidade do produto era de 6,68% brutos, ou 6,075% líquidos. Naturalmente que à taxa de 2013 (28%) a rentabilidade líquida passa a ser 5,93% líquidos, o que não deixa de ser um valor bastante interessante. A razão de a taxa bruta ser superior à anuidade mais elevada (6%) provém precisamente da capitalização dos juros dos anos anteriores.

Quanto a nível de segurança, mesmo não tendo a garantia do Fundo de Garantia de Depósitos, continua a ser um produto de baixo risco, embora sujeito ao risco da seguradora. O dinheiro entregue vai para um fundo autónomo, o qual é rentabilizado respeitando alguns limites. A seguradora não pode utilizar esse dinheiro para outros fins como pagar dívidas, etc... Caso a seguradora vá à falência, o fundo autónomo continua a existir, passando para a responsabilidade do BES.

 

Embora isto seja frisar o óbvio, não aplicar aqui dinheiro se pense vir a precisar daqui até 8 anos. O dinheiro aqui posto deverá ser visto como uma poupança para o futuro. Por exemplo, porque não constituir um seguro destes a pensar no futuro dos filhos pequenos?

Apesar de tudo, são permitidos reembolsos antecipados, havendo penalização de 1% do capital até 1 ano. Até 3 anos não se recebe juros. Daí para a frente recebe-se uma certa percentagem dos juros devidos. Logo a melhor opção é sem dúvida deixar ficar até ao final. Para os 8 anos trata-se de uma rentabilidade muito atrativa que não se encontra em produtos semelhantes. Não sendo um especialista neste campo, direi que é dos melhores seguros de capitalização que tenho visto.

Para quem não tem conta no BES, um investimento mínimo de 5000€ é recomendado, já que isenta despesas de manutenção de conta que de outra forma seriam cobradas por ter uma conta à ordem no BES.

Aqui fica o site e a ficha comercial, para quem quiser consultar.

 

 

Como nota final, gostaria apenas de deixar claro que as sugestões acima mencionadas são apenas uma pequena parte das opções disponíveis nos mercados financeiros. Seleccionei-as por serem aquelas que em parecem mais fáceis de entender e com menos complicações. Quem se sentir mais confortável com produtos mais complexos ou onde se precisa de ser mais ativo, aconselho que aprenda sobre fundos, obrigações e ETFs. Os fórums que indico na secção dos links são um ótimo sítio para se começar.

publicado por ruicarlov às 13:40
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4 comentários:
De JOÃO a 31 de Maio de 2013 às 10:11
TENHO UMA CONTA PÉ DE MEIA NO PRIVATBANK AGORA DESEJO REFORÇALA JA TENHO O DINHEIRO NA CONTA A ORDEM .QUE DEVO FAZER SERA TRANSFERENCIAS ENTRE CONTAS DO CLIENTE OU NÃO.
De ruicarlov a 31 de Maio de 2013 às 15:02
Precisamente.
Só tem de escolher como conta de destino o seu pé-de-meia, que tem o seu NIB correspondente.
De joao a 5 de Junho de 2013 às 16:51
obrigado amigo ruicarlov a transferencia foi feita hoje fui ver e lá está mas há algo estranho a taxa de juro é 3.95 será que o banco baixou as taxas ou eu meti agua .
De ruicarlov a 6 de Junho de 2013 às 10:28
O banco baixou as taxas a 1 de Fevereiro para 3.95, mas voltou a aumentá-las a 15 de Abril para 4.2.
Qual foi a data de constituição do pé-de-meia? Se calhar apanhou as taxas no seu período mais baixo. Se for esse o caso, mais valia abrir um pé-de-meia novo.

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